Falta de infraestrutura nas cidades faz disparar acidentes envolvendo ciclistas

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Não é somente em Paranaguá, que as bicicletas tomam conta do trânsito. Atualmente, no Brasil inteiro existem mais bicicletas do que carros, são cerca de 50 milhões de bikes contra 41 milhões de automóveis, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgados em 2020.

Ao mesmo tempo em que o número de bicicletas em circulação disparou, aumentou também o índice de acidentes envolvendo este tipo de locomoção. Os atropelamentos de ciclistas tiveram uma alta de 45% entre 2012 e 2018. Em 2012 foram registrados 1.064 óbitos já em 2018 esse número passou para 1.545, segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

O Sistema Único de Saúde ( SUS) registou quase 10 mil internações hospitalares desde 2012, o que gerou R$ 115 milhões em gastos para tratar traumas ocasionados em colisões dos ciclistas com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões dentre outros veículos.

Somente na última década, mais de 8,5 mil ciclistas morreram em acidentes de trânsito. A falta de infraestrutura adequada para as bicicletas nas cidades, aliada a ausência de campanhas mais efetivas de trânsito voltadas aos ciclistas são alguns dos motivos para o crescimento alarmante do número de acidentes envolvendo este público.

A Abramet também constatou com a pesquisa, que o perfil do usuário de bicicletas mudou bastante nos últimos anos. Muitas pessoas que têm carro, aderiram ao uso cotidiano das bikes devido ao elevado preço dos combustíveis e ao trânsito caótico nos grandes centros.

Paranaguá, é conhecida pelo imenso fluxo de ciclistas em suas vias. Além da bicicleta ser um veículo com um custo mais baixo, a geografia da cidade favorece a utilização deste meio de transporte. No entanto, por aqui assim como no resto do país, o número de acidentes envolvendo ciclistas também aumentou consideravelmente nos últimos tempos.

No dia 18 de julho, um ciclista foi atropelado por dois veículos quando tentava atravessar a rodovia que dá acesso as praias, no KM 3,5 da BR-277. O especialista em trânsito Luiz Henrique de Mello falou com o Portal E+ Notícias sobre o assunto.

Na imagem , o especialista em trânsito Luiz Henrique de Mello. Crédito da foto: Enviada pelo entrevistado

“O número de ciclistas pedalando às margens das rodovias aumentou desproporcionalmente ao que se refere o investimento em ciclofaixas por exemplo. Podemos citar aqui, os grupos de pedaladas aos montes em nossa cidade, fazendo passeios inclusive noturnos para as praias”, pontua Luiz Henrique.

Segundo ele, algumas regiões da cidade exigem ainda mais atenção tanto dos ciclistas como dos demais usuários do trânsito. “Os locais que exigem mais atenção é a região da BR – 277 na altura do pátio de triagem até a ponte da vila Guarani. A Avenida Senador Atílio Fontana também, devido à falta de iluminação e de espaço específico para bicicletas”.

O especialista em trânsito também dá algumas dicas de segurança que podem evitar acidentes e salvar vidas. “Trafegar em espaço destinado aos ciclistas (quando houver), trafegar do acostamento seguindo o mesmo sentido de fluxo do trânsito, pedalar sempre em fila indiana (um atrás do outro), usar roupas com cores chamativas e refletivas, assim como a utilização dos sinais luminosos nas bikes”, finaliza ele.

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