Fiocruz não descarta terceira onda do novo coronavírus no Brasil

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Na última quinta-feira (13/05), a Fiocruz, divulgou um boletim, que indica uma “leve redução” no número de mortes ocasionadas pelo novo coronavírus no Brasil, nas duas semanas anteriores a data. No entanto, a notícia ainda não deve ser comemorada, pois o mesmo boletim, indica também, que a incidência de casos ainda permanece alta.

A intensa circulação do vírus pelo país, foi comentada pelos pesquisadores da Fiocruz. “A pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo das próximas semanas, além de dar oportunidade para o surgimento de novas variantes do vírus devido à intensidade da transmissão”.

Em entrevista para O Globo, Christovam Barcellos, sanitarista da Fiocruz, fez uma análise da atual situação vivenciada no país. “O número de casos continua estável e o índice de positividade dos testes muito alto: isso significa que tem muita gente se infectando e isso pode produzir casos graves. Esses são os indicadores mais precoces, que mostram que o vírus continua circulando com muita intensidade, e esse pode permanecer como um novo platô”.

Falta de cuidados e vacinação tardia podem ser responsáveis pela terceira onda. Crédito da Foto UOL

O que os especialistas querem dizer, é que há uma grande possibilidade da ocorrência de uma terceira onda de infecções pelo novo coronavírus, caso as medidas de segurança para evitar o contágio, não sejam mantidas. Segundo os especialistas, uma terceira onda do coronavírus, com as taxas atuais tão elevadas da doença, representam uma crise sanitária ainda mais grave.

Em entrevista para O Globo, a Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) até outubro de 2019, a epidemiologista Carla Domingues, falou sobre a possibilidade de uma terceira onda da doença e da importância de acelerar a vacinação.

“Por enquanto, ainda não vemos na população geral o impacto da vacinação, só nos idosos. Vamos entrar no inverno e temos que lembrar que os picos na Europa e nos EUA começaram nessa estação. Podemos ter uma terceira onda, e se a gente não conseguir acelerar a vacinação, vamos ter uma situação mais grave, porque ainda estamos em um nível muito elevado”.

Domingues acrescenta ainda, que ao menos toda a população idosa e de pessoas com comorbidades, já deveriam ter sido vacinadas, para que os efeitos dos dias mais frios não sejam motivos de tamanha preocupação.

 

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