Pesquisadores encontram acúmulo de gás metano na baía de Paranaguá

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Pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná encontraram pela primeira vez evidências de acúmulo de gás metano nos sedimentos depositados no fundo do Complexo Estuarino da baía de Paranaguá.

A pesquisa foi recém-publicada na revista científica Geo-Marine Letters e faz parte do projeto “Panorama Histórico e Perspectivas Futuras Frente à Ocorrência de Estressores Químicos Presentes no Complexo Estuarino de Paranaguá (EQCEP)”.

“Uma grande quantidade de matéria orgânica é carregada pelos rios, uma vez depositada nos sedimentos, essa matéria orgânica sofre decomposição por microrganismos, gerando o gás metano”, destacou o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos da UFPR e primeiro autor do artigo, João Fernando Pezza Andrade, em entrevista para o Bem Paraná.

O metano é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa e tem eficiência de aquecimento aproximadamente 25 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2) contribuindo assim, para as mudanças climáticas globais.  A aquisição sísmica em larga escala foi o processo utilizado pelos pesquisadores para identificar o acúmulo de gás metano na baía. 

“Uma parte do gás produzido pode escapar para a água e, eventualmente, chegar à atmosfera, mas uma parte fica presa nos sedimentos e se acumula ao longo do tempo. No caso da Baía de Paranaguá, os pesquisadores observaram a presença do gás em diferentes profundidades da coluna sedimentar, o que sugere que parte desse gás foi produzida pela decomposição de matéria orgânica depositada há milhares de anos”, destacou a reportagem do Bem Paraná.

O projeto, que tem a intenção de ampliar o conhecimento sobre os impactos das ações humanas na Baía de Paranaguá, é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores da UFPR, Universidade de São Paulo e Universidade Federal de Santa Catarina. Através dos resultados das pesquisas, os cientistas visam buscar soluções para manter a conservação e o uso sustentável do ambiente costeiro.

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