Saúde: Psicóloga faz alerta sobre a depressão pós-parto

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O nascimento de um bebê, é o momento que deveria ser marcado por alegria, realização e satisfação pessoal para a maioria das mulheres, mas nem sempre isso acontece. A depressão pós-parto é conhecida por desencadear episódios de profunda tristeza, desespero, falta de esperança e começa geralmente logo após o parto.

Esta condição traz inúmeras consequências ao vínculo da mãe com o bebê, principalmente no que se refere ao aspecto afetivo. Quando não diagnosticada corretamente e não tratada, prejudica de forma significativa o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo da criança, além de sequelas prolongadas na infância e adolescência.

Em casos mais extremos pode terminar em tragédias, como o infanticídio, que é a morte do filho provocada pela mãe por ocasião do parto ou durante o estado puerperal.  Sobre este assunto, o Portal E+ Notícias entrevistou a psicóloga Kassielly Pereira de Oliveira de Sá Maranhão. Confira!

Quais são os sinais que apontam uma depressão pós-parto?

A depressão gestacional ou puerperal já é considerada problema público de saúde, acometendo certo de 26% das mulheres. Os sinais de depressão podem aparecer já durante a gestação e são os mesmo de um quadro depressivo maior em outro período da vida, o que diferencia é o marco da gestação ou do parto.
Devemos nos atentar para os seguintes sintomas: humor deprimido ou perda de interesse e prazer em quase todas ou todas as atividades; alterações no apetite ou peso; alterações no sono; alterações nas atividades psicomotoras; diminuição de energia; perda de libido; sentimentos de desvalia ou culpa; profundo retraimento e isolamento social; ideação suicida, tentativas ou o próprio suicídio.

Lembre-se: Todo diagnóstico e tratamento deve ser realizado por profissionais. Se você se identifica com esses sinais, busque ajuda!

O que causa a depressão pós-parto?

A causa é multifatorial, ou seja, consideramos alguns aspectos para fechar um diagnóstico de depressão pós-parto, assim como de qualquer outro transtorno psicológico.

Além de aspectos biológicos, fisiológicos e ambientais, já ter apresentado sintomas depressivos ou de outros transtornos em outro momento da vida, histórico familiar de depressão ou outros transtornos, violência doméstica ou sexual, conflitos familiares gravidez não planejada e não desejada, eventos inesperados e estressores, baixa escolaridade, pouco suporte social e financeiro, abortos anteriores, gravidez de risco, parto prematuro, complicações no parto e violências obstétricas, pandemias são alguns exemplos de fatores de riscos que podem contribuir para a depressão pós-parto.

 Como é o tratamento?

O tratamento deve ser realizado pelos profissionais da Psicologia e Psiquiatria.
Eles saberão identificar os sintomas, considerar se o que está acontecendo é esperado para o período perinatal ou trata-se de um episódio depressivo.
Além de oferecer um atendimento adequado e acolhedor para as demandas de cada paciente e se necessário fazer o uso de medicações para auxiliar no tratamento.

Em casos mais graves, essa depressão pode evoluir para situações extremas com o infanticídio. Por que isso ocorre?

O período perinatal, que compreende a gestação, parto e puerpério, é considerado um momento potencial de crise, já que é a fase de maior risco para alterações emocionais significativas na vida das mulheres.
Cada gestante e puérpera tem uma experiência única em relação a maternidade, por isso os motivos que podem levar a cometer determinadas atitudes não são os mesmos para todas. É preciso considerar o histórico de vida, características do seu contexto socioeconômico e os fatores de risco envolvidos em cada caso, como dificuldades financeiras, baixo nível de escolaridade e conflitos e violências familiares, por exemplo.
Este é um momento de readaptação física, mas também de ajustes hormonais, psicológicos e emocionais, que entre outras consequências, podem acarretar a rejeição do recém-nascido. Em casos mais graves de depressão pós-parto, em que as puérperas podem ter ideações suicidas e pensamentos relacionados a morte, bem como sintomas psicóticos, em razão das alucinações e redução da capacidade cognitiva materna, podem derivar em fatalidades como o crime de infanticídio.

O papel da família é fundamental, não é mesmo?

A família, amigos, conhecidos e profissional tem papel fundamental no período perinatal como rede de apoio. É superimportante que a mulher tenha pessoas com quem possa pedir ajuda e se relacionar, principalmente nas primeiras semanas após o parto, em que elas podem experimentar sentimentos de solidão, angústia, irritabilidade e estresse com mais intensidade, favorecendo e evolução para episódios depressivos.

 

KASSIELLY PEREIRA DE OLIVEIRA DE SÁ MARANHÃO

PSICÓLOGA PERINATAL – CRP 08/34023

WhatsApp: https://bit.ly/KassiellyMaranhao | (41) 99618-3101.

Instagram: https://www.instagram.com/psikassiellymaranhao/ | @psikassiellymaranhao

Facebook: https://www.facebook.com/psikassiellymaranhao | Psicóloga Kassielly Maranhão

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